Archive for the 'povo brasileiro' Category

Brasil é o décimo país com mais bilionários no mundo!

Segundo a wikipédia, o Brasil tem 18 bilionários, huahua eu não imaginava. Realmente, isso atrapalha “um pouco” a distribuição de renda do país. Segue abaixo a tabela extraída da wikipédia listando os países com maior número de bilionários. Os Estados Unidos estão em primeiro, até quando? A Índia já está em quarto lugar, atrás da China e Rússia, que tem 87 que provavelmente se deram bem com o final da URSS.

Para medir a desigualdade de rendimento há o índice de Gini, tomando valores entre 0 e 1. Neste índice, quanto mais alto o valor maior a desigualdade entre redimento entre os mais ricos e os mais pobres (no caso do gráfico abaixo os valores estão normalizados entre 0 e 100, também retirado da Wikipedia). Infelizmente os dados para o Brasil vão apenas até antes de 2000, mas segundo o Ipea, o índice de Gini para o Brasil está atualmente em 0.505 (50.50 na escala do gráfico abaixo), uma grande queda da desigualdade nesses últimos dez anos. Será que tem alguma relação com o presidente atual?

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Popularidade do presidente Lula

Saiu o resultado da avaliação da popularidade do presidente Lula, feita pelo datafolha (Aprovação de Lula bate recorde histórico, diz Datafolha). Alguns gráficos mostrados na página da folha online apresentam que Lula tem popularidade acima de 50% em todas as regiões do país, embora tenham considerado centro-oeste e norte como única região. Até aí tudo bem, mais uma pesquisa sobre popularidade do nosso presidente.

O que me chamou atenção e o motivo para escrever este post foi que as pessoas têm criticado muito a pesquisa em fóruns pela internet a fora, alguns dizendo que a pesquisa foi feita apenas considerando pessoal do nordeste, região onde o presidente tem naturalmente a maior popularidade, outros dizendo que a pesquisa foi feita apenas considerando pessoas que moram na favela. Enfim, não acreditando nos dados levantandos.

Então resolvi entrar na folha online para ver os dados novamente e o que vi foi que o resultado da pesquisa não está nem entre as notícias mais lidas! Quando entrei na folha, entre as cinco notícias mais lidas duas tratavam de celebridades, ou seja, pelo que parece esse pessoal que gosta muito de criticar (pessoal da internet) não está muito preocupado em obter mais informações para tentar entender direito o real motivo. Imagino que preferem ficar sabendo fofocas sobre a lua-de-mel da Juliana Paes, que está entre as notícias mais lidas e obviamente é mais importante que a pesquisa em questão.

PS.  foi até complicado encontrar uma foto “comportada” para colocar no post. Isso talvez indique um pouco qual é o interesse do nosso Brasil.

Dinheiro gasto pelos Estados Unidos nas olimpíadas

Vendo o bom desempenho dos EUA nessas olimpíadas fiquei curioso para saber quanto o governo daquele país gastou na preparação específica de seus atletas para os jogos. Imaginei, ora, que teria gasto uma quantia razoável já que só o Brasil gastou R$ 1,2 bilhões, como comentei no post Brasil compra medalhas a peso de ouro, alguns dias atrás.

Buscando por informações sobre os gastos do governo americano nos jogos fui surpreendido pela matéria que encontrei no site do próprio governo, dizendo basicamente que a maioria do dinheiro para os esportes olímpicos vem de empresas e cidadãos. Eles citam as sentenças abaixo, que dizem que o governo não subsidia o comitê olímpico americano.

The USOC is unusual within the international sports community in that it is funded by contributions from private citizens and by major support from the corporate community. The USOC, unlike the vast majority of the 198 national Olympic committees, receives no ongoing government subsidy.

Nos EUA há uma fundação olímpica, uma organização sem fins lucrativos que também ajuda a subsidiar as olimpíadas. O mais interessante é ver como essa fundação foi iniciada. Foi suportada inicialmente com de U$115 milhões arrecadados a partir da venda de moedas comemorativas das olimpíadas de Los Angeles em 1984. O povo acaba ajudando na formação dos atletas, ou seja, não aparece apenas na hora de cobrar resultados, medalhas e chama-los de pipoqueiros.

Fico imaginando qual seria a reação dos brasileiros se o comitê olímpico começasse a pedir doações como faz o comitê olímpico americano em sua página. Podemos argumentar que nosso país é pobre. Realmente, uma boa parte da população não pode doar mas acredito que 52% da população, a classe média (Classe média já é a maioria no Brasil, aponta pesquisa da FGV), poderia. Quando me refiro a doação não estou falando em R$100,00 mas sim 2 ou 3 reais, o que daria uma contribuição de aproximadamente 200 milhões, uma bela ajuda, não? Aí sim passaríamos a ter o direito de criticar quando um atleta não vai bem ou falar fulano do Brasil! Pois seria o povo quem ajudou em sua ida para as olimpíadas.

Tudo muito lindo nos números mas tem um pequeno problema, nunca abriríamos mão de uma cervejinha para ajudar um desconhecido. Mas vamos lá, rumo às olimpíadas de 2016 no Rio!

As olimpíadas acabaram, e agora?

Essas duas semanas têm sido muito boas, esportivamente falando, pois toda a noite há uma variedade de esportes para acompanharmos, muitos recordes e algumas emoções, não necessariamente com os brasileiros. Mas tudo isso acaba hoje, o último dia dos jogos olímpicos. Qual será nosso futuro?

Volta tudo como era antes, em pouco tempo vamos esquecer o nome dos atletas que ganharam alguma coisa para o Brasil, podemos fazer o teste tentando citar para onde foram as três medalhas de bronze que os brasileiros ganharam em Atenas. Vamos voltar a ter “várias” opções de esportes para assistir, voltaremos ao futebol e só. Não nos restam outras opções. Quando veremos judô, atletismo, ginástica ou natação novamente? Boa pergunta. Aí está o problema, respiramos apenas um esporte e não há mágica que faça ganhar todas as medalhas desejadas se não mudarmos um pouco certas atitudes (ou interesses) comodistas. Viva a inércia!

Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas a ele. (Isaac Newton)

Maurren Maggi ganhou mas não levou

Hoje vimos a primeira brasileira ganhar uma medalha de ouro nas olimpíadas. Maggi foi melhor que todas as outras, será? Depende do ponto de vista. Ela foi melhor que todas as outras que estavam competindo mas seu salto de 7,04m não ficou nem próximo do recorde, o que em nenhum momento tira os méritos da Maurren. É apenas estranho pois nesses jogos nos acostumamos a ver tantos recordes caindo por terra (ou água). Na verdade, seu salto não está nem entre os dez melhores saltos da história, deve ter sido a poluição de Pequim. A tabela abaixo mostra uma lista com os dez melhores saltos da modalidade.

Acho que ficamos mal acostumados vendo o Michael “peixe” Phelps e sua turma da natação, o papa-léguas Bolt e a russa Isinbayeva quebrando todo quanto é recorde. Não é a toa que esses são os grandes nomes dessas olimpíadas.

Coloco o gráfico abaixo para termos uma comparação do salto da Maurren Maggi com a evolução da melhor marca mundial da modalidade. A flecha no gráfico mostra que o salto de hoje se compara com ao recorde mundial batido em 1978, há 30 anos, mesmo ano do nascimento do famoso garoto bombril. Aproveitando, será qual dos dois lembraremos em 30 anos, Maggi ou garoto bombril? Conhecendo um pouco do Brasil eu tenho meu palpite.


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